Cinema de qualidade ao alcance de todos. Se é possível sintetizar o objetivo da Mostra CINE-NH em uma frase, esta seria a mais adequada. O novo projeto cinematográfico hamburguense, que estreia nos dias 30 de abril, 1º e 2 de maio, chega com uma grande responsabilidade: nutrir a comunidade de Novo Hamburgo e do Vale dos Sinos com o que há de melhor na Sétima Arte, de forma gratuita. E, ao se propor a trazer o cinema a todos, a Mostra CINE-NH não se restringe a simplesmente repassar a produção existente aos espectadores. Uma das metas – talvez a principal - é, sim, levar, mensalmente, a mais variada gama de títulos possíveis, desde os nacionais inacessíveis à maior parte do público, até a produção underground de nicho realizada nas mais diversas partes do globo.
Mas, mais do que isso, a proposta pretende sensibilizar a comunidade para a percepção que o ato de “fazer cinema” é uma possibilidade muito mais viva do que se imagina. O fomento a essa nova visão se dará por meio de mesas de debates, sessões comentadas com presença dos diretores e atores dos filmes, oficinas de produção cinematográfica, cursos e um circuito alternativo de exibição através de intervenções audiovisuais pela cidade.
Na edição de estreia, será dedicada atenção especial à produção nacional. A programação inclui os longas Divã, Domésticas – O Filme, Estômago e Loki - Arnaldo Baptista, além de uma série de curtas-metragens que prometem agradar aos mais diversos públicos.
Em Divã (30/04 – 20h), uma mulher de 40 anos decide aliviar as complicações do dia a dia no divã de um psicanalista. A experiência acaba provocando uma reviravolta em seu cotidiano. Obra adaptada livremente do livro homônimo, escrito pela jornalista Martha Medeiros.
Fernando Meirelles traça, em Domésticas – O Filme (1º/05 – 17h), o retrato de um dos muitos Brasis esquecidos pela grande maioria das pessoas. Na obra, as protagonistas relatam seus sonhos e objetivos em busca de um futuro melhor para elas mesmas e para suas famílias.
Para os fãs de rock ‘n’ roll e da Música Popular Brasileira, Loki – Arnaldo Baptista (1º/05 – 20h) é uma oportunidade ímpar de conhecer mais sobre a vida e as loucuras do líder do grupo Mutantes. Dirigido pelo estreante em longas metragens Paulo Henrique Fontenelle, a cinebiografia de Arnaldo Baptista apresenta todas as facetas de um dos maiores ícones da música nacional e é narrada de forma emocionante e sincera através de depoimentos de Tom Zé, Gilberto Gil, Nelson Motta, Roberto Menescal e Sean Lennon.No domingo, às 17h, um especial de curtas, com destaque para a temática infantil, tem como ideia mostrar que a Sétima Arte é, sim, instrumento de integração de toda a família.
Estômago (02/05 – 20h) finaliza as exibições misturando cinema, gastronomia e luxúria de forma inteligente e bem humorada. Nesta película, premiada com 36 prêmios desde o seu lançamento, o diretor Marcos Jorge apresenta ao público uma fábula nada infantil sobre o poder, o sexo e a culinária.
Após esta pincelada nas primeiras atrações da Mostra CINE-NH, é necessário abrir um espaço para destacar algumas parcerias que possibilitaram o pontapé inicial desta iniciativa: a O2 Filmes, produtora de projeção internacional, considerada, hoje, uma das mais criativas do país e responsável por obras como Cidade de Deus, Ensaio Sobre a Cegueira e O Banheiro do Papa; o Canal Brasil, focado exclusivamente na divulgação da produção nacional, sendo considerado, hoje, o principal canal de televisão neste segmento; a Subway, rede de restaurantes que mais cresce no mundo, presente em mais de 80 países e sinônimo de fast-food saudável; a FNAC, maior referência mundial no varejo de cultura, informação e tecnologia; e, finalmente, a TV Cultura, que há mais de quarenta anos se dedica à transmissão da produção brasileira, levando filmes e uma programação educativa aos mais distantes rincões do país.
Não sei muito bem a procedência do vídeo acima (se alguém souber e, principalmente, se quiser me dar, aceito o presente). Mas conta a história de uma das canções mais deslumbrantas da música brasileira: Samba para Vinicius. Uma homenagem ao Vinícius de Moraes. No depoimento, antes da execução da música, Toquinho mostra a egolatria do ‘Poetinha’. Algo que só OS GRANDES, como tem o direito de possuir e expressar.
Samba para Vinícius
Poeta
Meu poeta camarada
Poeta da pesada
Do pagode e do perdão
Perdoa essa canção improvisada
Em tua inspiração
De todo o coração
Da moça e do violão
Do fundo
Poeta
Poetinha vagabundo
Quem dera todo mundo
Fosse assim feito você
Que a vida não gosta de esperar
A vida é pra valer
A vida é pra levar
Vinicius, velho, saravá

“Sabia que tinha alguma coisa fora do lugar em mim. Eu era uma soma de todos os erros: bebia, era preguiçoso, não tinha um deus, idéias, ideais, nem me preocupava com política. Eu estava ancorado no nada, uma espécie de não-ser. E aceitava isso. Eu estava longe de ser uma pessoa interessante. Não queria ser uma pessoa interessante, dava muito trabalho. Eu queria mesmo um espaço sossegado e obscuro pra viver a minha solidão. Por outro lado, de porre, eu abria o berreiro, pirava, queria tudo e não conseguia nada. Um tipo de comportamento não se casava com o outro. Pouco me importava.”
Charles Bukowski
When red is bled
And petals blue
And in my sleepless head
Our love’s been dead a week or two
Sometimes, good times
Are stuck inside of you
And then they’re gone
But I don’t know why
A lot of things have changed
Since we said goodbye
There were reasons for you to love me
But I gave you none
So I tap my glass and nod my chin
And wonder who you’ve been in rhythm with
So time’s just time
Cars can’t escape
When clouds are gray and close
Not often, too far away
And blue has no value, power, or hue
Or open skies, relationless
Carelessness is what I miss
And that’s how I think of you
Sometimes, good times
Were all we had to do
So I tap my glass and nod my chin
And wonder who you’ve been in rhythm with
So I tap my glass and nod my chin
And wonder who you’ve been in rhythm with

